Chamada de Trabalhos
O Encontro Mineiro de Software Livre (EMSL) 2010 acontecerá entre os dias 12 a 16 de Outubro de 2010 nas dependências da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
A organização do evento convida a comunidade a enviar trabalhos até o dia 20 de agosto de 2010 através do sítio http://emsl.softwarelivre.org/participe/.
A partir de 2008 o evento adotou um novo método de avaliação dos trabalhos, incluindo uma fase para aprimoramentos. Nessa fase qualquer pessoa pode contribuir para o aprimoramento de palestras através de comentários feitos pelo sítio do EMSL. Os palestrantes, por sua vez, podem aproveitar os comentários que julgarem pertinentes, modificando suas propostas. Esse ano as propostas ficarão disponíveis para aprimoramento a partir da data de submissão até o dia 31 de agosto.
Para a avaliação dos trabalhos, são considerados: sua relação com software livre e a fase de aprimoramentos, caso esta aplique-se ao trabalho em questão. Os palestrantes serão comunicados do resultado até o dia 5 de setembro.
Os trabalhos deverão ser registrados em uma das seguintes trilhas:
Iniciantes
Palestras e mini-cursos para o público iniciante: introdução ao software livre; por que usar e contribuir com software livre; introdução a licenças, patentes; por onde começar, onde pedir ajuda; softwares para iniciantes usarem; como contribuir.
Negócios/Governo
Palestras dirigidas ao público de negócios e/ou governo: casos de uso e desenvolvimento de software livre em órgãos do governo ou empresas; apresentação de softwares livres para gestão; padrões adotados pelo governo; e demais palestras que possam ajudar o empresariado e/ou governo a se beneficiarem e contribuírem com software livre.
Sessão Técnica
Palestras e mini-cursos voltados ao público com experiência técnica em software livre: – Desenvolvimento: ferramentas para o desenvolvimento de software livre; bibliotecas; linguagens de programação; palestras de como contribuir; desenvolvimento de software básico.
- Administração de sistemas e segurança: softwares/sistemas de monitoramento; segurança utilizando software livre; protocolos de gerenciamento e banco de dados.
- Computação gráfica: licenciamento de arte; padrões abertos; editoração de imagens; desenhos.
- Documentação e Tradução: ferramentas, procedimentos e projetos para documentação e tradução de software livres.
Acadêmico
Palestras para a apresentação de trabalhos acadêmicos: estudo sobre o software livre, comunidade, modelo de desenvolvimento, qualidade de software; trabalhos que resultaram em produção de software livre, provas de conceitos, protocolos ou padrões abertos.
Filosofia/Cultura
Questões sobre direito intelectual para desenvolver software livre; modelo de desenvolvimento de software livre; interação com comunidade de desenvolvedores de software livre; uso de licenças.
Interdisciplinar
Nota: Esta trilha é a novidade deste ano. Visa mostrar trabalhos de outras áreas, utilizando software livre. Abrange a relação de software livre e as demais áreas do conhecimento: casos (cases) de uso de ferramentas livres; comunicação utilizando ferramentas livres; arte livre; cobertura de eventos.
Eventos Comunitários
Se você é membro de alguma comunidade de software livre e deseja realizar o evento de sua comunidade dentro do EMSL, envie a sua proposta!
Nota: Se o seu trabalho utiliza software livre e não está compreendido nas trilhas acima, ele ainda pode ser aceito, basta entrar em contato
Para enviar seu trabalho, basta se cadastrar no endereço: http://emsl.softwarelivre.org/talks/add/
Sobre o EMSL:
O Encontro Mineiro de Software Livre acontece anualmente em Minas Gerais. O EMSL foi criado em 2004 com o objetivo de fomentar a aproximação e o intercâmbio entre os vários grupos que utilizam o software livre no estado, assim como incentivar seu uso por novos grupos.
Lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia, elaborados pelo linguista estadunidense Noam Chomsky.
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que
consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das
mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica
do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações
insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para
impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área
da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas
sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado,
ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os
outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras
tranqüilas’)”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema,
uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que
este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo:
deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar
atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de
segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise
econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos
direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la
gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que
condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas
durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações,
precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não
asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma
revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la
como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento,
para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que
um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado
imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência
a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício
exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se
com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o
momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso,
argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes
próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade
ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao
espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você
se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos,
então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade,
a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de
uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras
tranqüilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto
circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos.
Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de
acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e
temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os
métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da
educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre
possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes
inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o
alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras
tranqüilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e
inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria
desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas
capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o
sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um
estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E,
sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm
gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas
possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à
neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um
conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como
psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum
do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos
casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os
indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Nota: O texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas” pode ser lido aqui http://www.syti.net/ES/SilentWeapons.html Está em espanhol, ingles e franceses.
Fonte: Lista dos pontos de cultura.
Hackers
“Mais um foi pego hoje, está por toda parte nos jornais. Adolescente preso em escândalo de crime de computador. Hacker preso depois de trapaça em Banco“. Assim inicia-se o manifesto hacker, escrito em 08 de janeiro de 1986. [0]
O termo Hacker (pronuncia-se: réquer) é usado para designar aquele que faz um hack, uma modificação que gera melhorias. Geralmente hackers são pessoas que tem aptidão técnica e deleite em resolver problemas e ultrapassar limites. Atualmente, na era da internet, é comum associar este termo à informática; porém os hackers existem em diversas áreas de conhecimento, e são caracterizados por serem proficientes, sempre inovando e aperfeiçoando o que lhes é proposto. Neste ponto recomendo a leitura do artigo Sou um hacker e me orgulho muito disso !
Em paralelo a definição escrita acima, há aqueles que utilizam pejorativamente o termo hacker, referindo-se as pessoas que cometem atos infracionais. Tal definição é comumente utilizada em grandes veículos de mídia, fazendo, assim, que muitos pensem que este termo é o correto. O manifesto hacker, já em 1986, foi publicado, justamente, com o objetivo de alertar e lutar contra isto.
Cracker e Script Kiddie
Cracker (pronuncia-se créquer) é aquele que tem conhecimento, neste caso em informática, e utiliza-o para causar malefícios e/ou benefícios para proveito próprio. São denominados crackers aqueles que roubam bancos, criam botnets.para disseminar virus e atacar conexões de internet, modificam um software para utilizar como se fosse uma cópia legítima, entre diversos outros atos
A diferença básica entre hackers e crackers, é: hackers constroem coisas, crackers as destroem.
Por fim, script kiddie (pronuncia-se iscripti quídi), garoto do script em português, é um termo depreciativo atribuído aos crackers sem experiência; geralmente adolescentes. Estes por sua vez utilizam softwares (programas de computador), criados por hackers ou crackers, para praticar atos ilegais. Eles não estão interessados em aprender informática, em aprimorar softwares, querem apenas ganhar status social.
Bom, aqui termina meu primeiro artigo no Portal Caparaó. Pretendo, no decorrer do tempo, iniciar o leitor nos mais diversos assuntos acerca de informática. Críticas e sugestões são bem vindas. Saudações livres à todos e até o próximo artigo
Para mais informações veja:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hacker
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cracker
http://pt.wikipedia.org/wiki/Script_kiddie
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_Hacker
[0] Tradução do manifesto hacker para o português do Brasil http://www.absoluta.org/seguranca/mentor.html



